Eficiência energética em iluminação pública deve ser prioridade para o Governo, diz engenheiro

Desde a criação da resolução n° 414 de 2010 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), a gestão, manutenção e modernização da iluminação pública é de total responsabilidade dos municípios brasileiros criando entraves para a eficiência energética da iluminação pública.

Nos últimos anos, estamos acompanhando as prefeituras estudarem estratégias mais eficientes de gerenciamento dos parques de iluminação pública de maneira inteligente. Desse modo, estão buscando maneiras de produzir mais gastando menos recursos, gerando menos desperdício e menos danos ao meio ambiente através da modernização dos equipamentos utilizados.

Essa é a visão do Eng. Eletricista Especialista em Iluminação Pública, Luciano Haas Rosito, que ministrou a palestra online e gratuita “EFICIÊNCIA ENERGÉTICA EM ILUMINAÇÃO PÚBLICA” no dia 3 de fevereiro, pelas páginas do Facebook e Youtube da Associação do Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Monte Alto.

O evento foi mais uma das palestras técnicas oferecidas ao público profissional, que engloba engenheiros, agrônomos e geocientistas, além de tecnólogos e estudantes da área.

Rosito apresentou muitos dados sobre a situação atual da iluminação pública brasileira. Por exemplo, que a iluminação pública corresponde a aproximadamente 4,5% da demanda nacional e a 3,0% do consumo total de energia elétrica do país, ou seja, o equivalente a uma demanda de 2,2 Gw/med e um consumo de 9,7 bilhões de kWh/ano, segundo dados do PROCEL/RELUZ, 2011.

Além disso, o Programa Nacional de Iluminação Pública e Sinalização Semafórica Eficientes, o PROCEL/RELUZ, instituído pela Eletrobrás em 2000 e o Programa de Eficiência Energética (PEE), instituído em 2000 e regulado pela Aneel, contribuíram aproximadamente para uma demanda evitada de energia de 233 MW e economia de 1045 GWh/ano.

“No entanto, o Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEf) de 2010 considerou que ainda existe na iluminação pública brasileira um potencial de redução de 9% da demanda e na economia de energia. Esse é o desafio que teremos que enfrentar nos próximos anos e décadas”, afirmou o engenheiro.

A palestra teve o apoio institucional do CREA-SP, que trabalha para a correta informação sobre as matérias técnicas, no contexto das engenharias e geociências.

O evento contou ainda com a apresentação do presidente da AEAA-MA, Francisco Innocencio Pereira, que falou da importância desse tipo de evento para a Monte Alto e região.

Como parte integrante da transmissão ao vivo, foram exibidos vídeos institucionais do CREA-SP, que esclarecem e passam informações valiosas sobre os aspectos legais das engenharias, assim como sobre ARTs e a atuação da entidade na fiscalização do setor.

 

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